quarta-feira, 13 de março de 2013

PRIMEIRA PRECE


Meu Deus, tende piedade de mim porque sou fraco e não sei exatamente o que é certo ou errado. Por causa dessa fraqueza, fico com o meu coração dividido entre fazer o que creio ser Tua vontade, apesar da incerteza e da dúvida, e seguir os meus sonhos mais prazerosos, que me levarão para mais longe de Ti. Então, Meu Pai, apresente-se para mim e dê-me forças para não duvidar e inspiração para agir em nome da tua glória e santidade.

Essa foi a primeira prece que compus, saudoso dos tempos em que havia um gênero literário sacro. Não havendo mais tais expressões do espírito humano no campo da cultura, torna-se desnecessário que eu explique a validade espiritual desse subgênero da literatura sacra: a prece. Seria inútil. Para mim, a força que recebi ao escrevê-la mais que me basta. Custou-me apenas uma boa cota de sinceridade comigo mesmo e o resultado foi infinitamente superior ao que teria se fizesse umas mil sessões de psicanálise. Para quem tem grana sobrando, o psicanalista pode ser uma opção, mas não é o meu caso. Permitam-me viver com as minhas preces simplórias, mas sinceras, que, tenho fé, ainda serão ouvidas por Meu Deus.

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