Meu Deus, tende
piedade de mim porque sou fraco e não sei exatamente o que é certo ou errado.
Por causa dessa fraqueza, fico com o meu coração dividido entre fazer o que
creio ser Tua vontade, apesar da incerteza e da dúvida, e seguir os meus sonhos
mais prazerosos, que me levarão para mais longe de Ti. Então, Meu Pai, apresente-se
para mim e dê-me forças para não duvidar e inspiração para agir em nome da tua
glória e santidade.
Essa foi a primeira prece que compus, saudoso dos tempos em
que havia um gênero literário sacro. Não havendo mais tais expressões do
espírito humano no campo da cultura, torna-se desnecessário que eu explique a
validade espiritual desse subgênero da literatura sacra: a prece. Seria inútil.
Para mim, a força que recebi ao escrevê-la mais que me basta. Custou-me apenas
uma boa cota de sinceridade comigo mesmo e o resultado foi infinitamente
superior ao que teria se fizesse umas mil sessões de psicanálise. Para quem tem
grana sobrando, o psicanalista pode ser uma opção, mas não é o meu caso. Permitam-me
viver com as minhas preces simplórias, mas sinceras, que, tenho fé, ainda serão
ouvidas por Meu Deus.

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