The Homesman, o último
filme de Tommy Lee Jones, um dos grandes atores do seu tempo e que, agora, como
Clint Eastwood e outros, revela-se também um grande diretor, trata de um tema
que pode interessar a alguns brasileiros. A “aventura” da pioneira do velho Oeste Mary Bee
Cuddy (a sempre notável Hilary Swank) é um exemplo de como as condições culturais
deprimentes de um ambiente social podem afetar a vida de uma pessoa que ama as
artes e os valores fundamentais do Cristianismo.
Totalmente isolada num
minúsculo povoado no estado norte-americano do Nebraska em 1855, sem possibilidade
de comunicação (no sentido aristotélico da comunhão de almas) com outro ser
humano e menos ainda de amar (no sentido da fusão de corpos e almas), não pretendo
estragar o prazer de quem quiser acompanhar o desfecho desse belo drama
selecionado para o Festival de Cannes deste ano.
Infelizmente, este assunto, com raríssimas exceções é escamoteado pela maioria dos nossos formadores de opinião, incluindo os artistas, que preferem continuar aplicando na população sedativos culturais com doses cada vez maiores de palhaçadas e bizarrices estupidificantes.
Em breve todos nós é que precisaremos de um “homesman” para nos conduzir a todos para o hospício...
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